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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Resenha: A Árvore de Strangeville



TÍTULO: A ÁRVORE DE STRANGEVILLE
AUTOR:  CAMILLA SÁ
EDITORA: GREGORY EDITORA
PÁGINAS: 398
NOTA: 



SINOPSE: 
O único sonho de Caroline era ter uma vida normal: morar em uma casa fixa, fazer amigos que durem e ser popular. Mas, sempre que se muda, ela precisa começar tudo de novo. E Caroline não é muito boa nesses “novos começos”. Até se mudar para Strangeville. Lá, onde tudo parece ser diferente, é o lugar em que se encontra a Árvore de Strangeville, o elo mágico que separa o mundo real do da fantasia. Não só sua nova cidade, mas também sua vida muda drasticamente a partir de então. Suas preocupações deixam de ser um lugar para morar e se tornam algo muito maior, como salvar não somente um, mas dois mundos! Com a ajuda de Arthur e Bree, ela terá que enfrentar várias criaturas, esforçar-se para impedir que Klaus domine os mundos e assim cumprir sua missão de retornar tudo ao seu devido lugar. Uma história de aventura que faz com que você cruze a fronteira da árvore. 


   Demorou, mas saiu. Antes, quero pedir desculpas a autora por ter adiado e muito a resenha do seu livro, me desculpe, mesmo. Depois a vocês, sem resenhas já faz um tempinho. Mas cá estou eu, no ritmo de final de ano, falta um mês ainda, mas mesmo assim já é final de ano, para dar minhas impressões sobre a leitura de A Árvore de Strangeville, da talentosa Camila Sá.
   Primeira, apesar das três estrelinhas, o livro conseguiu me surpreender bastante. Eu acho que a autora apostou em bastante clichês, mas os mesmos foram contados de formas diferentes de todas as outras que eu já vi em minha vida. E por ela apostar em clichês não quer dizer que ele seja ruim, pelo contrário, tem uma narrativa simples de ser compreendida - talvez por o livro ter sido escrito quando ela tinha quatorze anos - e capítulos curtos que fazem com que a leitura flua sem que a gente perceba.
  Mas, então, vamos ao que interessa. Logo de cara já temos contato com Caroline (me esqueci seu sobrenome, sorry) uma garota de dezesseis anos, eu acho, na verdade eu não me lembro, eu tenho problemas com números, ainda mais com idades, uma garota que tinha apenas um sonho, ter uma vida normal como os outros (só eu que não queria ter uma vida normal? Alô, Minerva, ainda estou esperando minha carta de Hogwarts). O problema é que seu pai é biólogo, viaja para todos os lugares do mundo - Londres, inclusive hehe - e por isso Caroline não tem muitos amigos e quando os tem é obrigada a se separar. Porém, diferente de antes, seu pai decide mudar-se para um lugar que não tinha para ser legal, que não parecia ter nada interessante para um biólogo. Mas, na verdade, ele tem um motivo para ir até lá e esse motivo fica bem no nariz dela, mas a mesma não se liga, as vezes ela é meio bobinha, mas nada interfere no resto do livro.
   Mas algo chama atenção de Caroline, uma árvore - ah, já ia me esquecendo, a cidade se chama Strangeville e eu não sei muito bem sua localização, eu imaginei o Brasil - com algo pregado em sua madeira, caule, não sei a anatomia das árvores, e é bem estranha. Ela meio que separa, meio não, separa mesmo, o nosso mundo do submundo (usei essa palavra por que Cassandra Clare usa os mesmos elementos e eu já me acostumei a chamar de submundo). E logo que atravessa pela primeira vez ela vê algo sinistro, escuro, que ela não sabe o que é. Porém a história vai se desenrolando, as coisas acontecendo, e acontece algo que ficou um pouco confuso, a árvore de Strangeville foi cortada e os mundos se juntaram e ela acha uma pulseira que tem o poder de transforma-la em várias formas, como sereia, animaga (me lembrou HP hehe), anjo, elfo, e várias outras coisas. E agora Caroline tem a missão de salvar o seu mundo e o submundo, um clichê novamente, mas que, mais uma vez, Camilla conseguiu transformar em outra coisa, uma coisa boa. 
   O livro é basicamente o treinamento inteiro de Caroline para aprender a controlar suas novas formas para no final derrotar Klaus (é isso, Camila, eu não me lembro, faz tanto tempo que li :'( ) E nessa misão ela tem ajuda de Arthur (garoto que eu nunca gostei) e Bree, seu dragão, ou dragoa?, que é praticamente o transporte dela e de Arthur pelos lugares de treinamentos.
   Apesar dos clichês (que foram remediados), das indecisões de Caroline, das brigas entre ela e Arthur, da quase morte de alguém querido, não sei se posso chamar essa coisa de alguém, afinal é uma coisa, o livro é surpreendente, muito bem escrito e narrado, e, principalmente, brasileiro. Temos que dar uma chance para os brasileiros, né, minha gente. Confesso que eu tinha preconceito de ler brasileiros, mas depois de Memórias Fictícias Carina Corá tudo mudou em minha mente.
    Super recomendo!!!
    Desculpe, Camilla, novamente, pela demora, e espero que tenham gostado. Até a próxima resenha, que eu espero que seja o mais antes possível.

Um comentário:

  1. Oi Paulo!
    Muito obrigada pela resenha! De verdade, eu adorei! :D
    Beijos!

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